5 a seco

Uma delícia!




Não paro de ouvir...



Para os que reclamam que falta música brasileira de qualidade, eis os portadores das boas novas: Vinicius Calderoni, 24; Tó Brandileone, 23; Pedro Altério, 21; Pedro Viáfora, 20 e Leo Bianchini, 26. Jovens, mas absolutamente comprometidos com uma música autoral brasileira contemporânea. Comprometidos, mas descontraídos, irreverentes, iconoclastas. E, como se não bastasse, auto-suficientes: sem outros músicos no palco, são também os responsáveis pelos arranjos e pela execução do violão, guitarra, piano, percussões e até por complexas execuções de arranjos vocais. Vestidos com suas canções, apresentadas em registros intimistas, próximas de sua essência, despidas de pirotecnia, mas ricas em timbres e texturas. Felizes porta-vozes de uma geração que ouve e reprocessa música como nenhuma outra, canções que não se encaixam em gêneros pré-estabelecidos. Ciosos de sua responsabilidade, mas com a alma leve, acreditando na música como arte do encontro, e de que para fazer acontecer basta um palco e mais 5, a seco.



Uma das musiquinhas que mais gosto!



Travessia

"Há um tempo em que é preciso
abandonar as roupas usadas 
Que já têm a forma do nosso corpo
E esquecer os nossos caminhos
que nos levam sempre aos mesmos lugares
É o tempo da travessia
E se não ousarmos fazê-la
Teremos ficado
para sempre
À margem de nós mesmos. "

 
(Fernando Pessoa)
















tudo no mesmo lugar

 uma experiência que nos toque
uma placa que indique a direção
um remédio pra sarar a dor
uma porta que se abra logo ali
uma fresta que ventile o ambiente
uma tranca que nos livre do ladrão
uma jóia que nos sirva de enfeite
uma história que nos prenda a atenção
uma voz que cante uma bela cantiga
um dizer que nos alegre o coração
uma colcha de retalhos colorida
uma novidade que nos ilumine a escuridão
tudo o que a gente mais deseja
mesmo não sabendo bem do que se trata
tudo o que é sorriso de felicidade
a gente encontra no mesmo lugar
e quem saiu a procurar chorando solidão
voltou em paz, feliz da vida
lembrando da canção.






Paulo Nazareth.

Biruta

Biruta, você me chama
Um coador,
não de pôucafé
Na posição horizontal
Quero ser e viver assim, tal qual

Posto que o Vento sopra onde quer
Coador sem fundo
Sem ter onde nem o que guardar
Sem poder jamais estar cheio em si mesmo
Mas seja existir para orientar alguém que vem de lá
Vagando a esmo...
(poema de Roberto Diamanso)

O que ando lendo

Somos Um - Jorge Camargo


Uma delícia de livro! Peguei emprestado já li, li novamente e de novo, mais uma vez, tô com uma pena de devolver (calminha Lys, seu livrinho ta de volta...rs)

O autor homenageia a vida e legado de alguns dos grandes místicos da história. Nos oferece cartões postais poéticos de alguns desses personagens cujas vidas foram de algum modo entrelaçados à sua. Irineu, Agostinho, Pseudo- Dionísio, Anselmo da Cantuária, Francisco de Assis, João da Cruz, Teresa de Àvila e Thomas Merton, compõem essa seleção de pensadoes místicos, que juntos com as canções inpiradas por seus escritos fornece ao leitor um vislumbre da sensível odisséia que só poder ser vista do olhar único da fé mística.

Só um pedacinho do que ele conta  sobre o Agostinho, e que também em muitos momentos ele diz coisas que eu não consigo dizer sobre a linguagem profunda e poética da inquietações diante das muitas perguntas na qual não tenho respostas...


Sede. Palavra, que designa anseio profundo, busca incessante por sentido e significado, a busca que é, por fim, a que todos empreendemos. Constatação de interioriade, entrada na intimidade no mais profundo de si mesmo, a descoberta da própria intimidade, que começa com ele e que se torna uma aquisição de todos nós.

O autor faz desse anseio, com a canção do Djavan, "Seduzir" (combinação mais que perfeita)

" Vou andar, vou voar
pra ver o mundo,
nem que eu bebesse o mar
encheria o que eu tenho de fundo"




"O meu coração não encontra descanso até que descanse em ti".



Recomendo!


Paz


Essa paz que eu sinto
Não vem desse mundo
Não vem de esperanças outrora perdidas


A paz que eu sinto não vem de prazeres
Não vem de alegrias que o mundo me dá


Essa paz que eu sinto
Vem de alguém que tem mais
muito mais que alegria pra oferecer
Vem de amor tão bonito
vem de um dar infinito
que até impossível tentar entender
é paz que invade a minh'alma
é paz que inunda o meu ser
é paz que me faz ser bem livre
preso só ao amor que me fez renascer


Jesus que traz paz sem limites
quero tê-Lo bem junto a mim
em ti, seu cuidado doce
doce como o mel
ahh o mel.

Dia primeiro

(foto: Laura Zandonadi por Dante Dastaldoni)



Encaixe de sentimentos,
Encontro suave com brisa,
O colorido me atingiu!
Estação das flores, dentro de mim!

É sorriso,
É amor,
Novo sonho,
Doce balanço
No balé das cores,
Dança de paz!

É ela, PRIMAVERA, que me beija a face!